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sexta-feira, 18 de abril de 2014
CAFEÍNA x BETA-AMILÓIDE
Um estudo realizado na Universidade da Flórida revelou que a beta amilóide (proteína considerada causadora do Alzheimer) pode ser inibida pela cafeína. Foram usados 55 camundongos modificados geneticamente para desenvolverem a doença, esses animais tinham entre 18 e 19 meses (70 anos da idade humana) e foram separados em 2 grupos, todos os dias um dos grupos recebia em torno de 500 miligramas de cafeína misturada na água e o outro grupo recebia água pura.
Após realizados os testes, foi observado que nos animais tratados com cafeína a produção de beta-amilóide foi reduzida pela metade, e esses ratos reagiram bem melhor aos testes comportamentais, equivalente a um camundongo sadio.
Isso se daria devido a cafeína inibir algumas enzimas necessárias na formação da beta-amilóide, e também pelo fato de ser suprimido processos inflamatórios que levariam a uma maior presença da proteína.
O pesquisador Gary Arundash (Líder da pesquisa) comemorou o resultado, porém afirma que ainda é cedo para concluir algum fato, já que os testes ainda não foram repetidos em humanos.
O ideal é ingerir a bebida num intervalo de duas horas entre um e outro
Cada vez mais a ciência descobre um benefício proporcionado pelo café à saúde. Estudos recentes o apontam como benéfico na prevenção do câncer e diabetes. No entanto, a bebida não deve ser tomada com remédios.
Segundo estudos, o pico da circulação de cafeína no sangue ocorre de 30 a 45 minutos após sua ingestão. Com isso, o café pode reduzir em até 60% a absorção de remédios como antidepressivos, estrógenos, drogas para a tireoide e para a osteoporose.
A recomendação dos especialistas é que deve-se evitar tomar a bebida e o remédio com intervalos de menos de duas horas entre um e outro. Isso acontece porque alguns remédios competem com a cafeína pelos mesmos receptores que os processam, o fígado.
Prevenção natural: o consumo de quatro a cinco xícaras de café por dia ajuda a evitar o desenvolvimento do Alzheimer (Thinkstock)
Uma substância ainda não identificada presente no café é a responsável por tornar a bebida um importante aliado na prevenção do Alzheimer. Uma pesquisa que será publicada no periódico Journal of Alzheimer’s Disease demonstrou que a interação dessa substância com a cafeína aumentou os níveis de um fator do sangue chamado GCSF, responsável por evitar o progresso da doença, em camundongos. Estudos observacionais em humanos já haviam relatado que a ingestão diária de café por adultos e idosos diminui os riscos da demência. Pesquisas prévias da equipe da Universidade da Flórida do Sul, nos Estados Unidos, indicavam ainda que a cafeína é o provável ingrediente do café responsável pela proteção. Isso porque a substância reduz a produção no cérebro de uma proteína anormal chamada beta-amiloide, que, acredita-se, é responsável por causar o Alzheimer. “O café com cafeína proporciona um aumento natural dos níveis de GCSF no sangue. Não sabemos ainda como isso acontece, mas há uma interação sinérgica entre a cafeína e essa substância desconhecida da bebida”, diz Chuanhai Cao, coordenador do estudo. Como a pesquisa foi feita com café coado, os pesquisadores não sabem, no entanto, se o café instantâneo teria a mesma resposta. Em quantidades moderadas, o café é considerado uma bebida segura. Segundo os pesquisadores, a ingestão de quatro a cinco xícaras por dia foi suficiente para neutralizar a patologia e a perda de memória nos camundongos com Alzheimer. Para ser eficiente contra a doença, o consumo da bebida pode ter início na idade adulta, entre os 30 anos e 50 anos – mas o consumo precoce aumenta os níveis de proteção.
Estudos
revelam que beber 4 xícaras de café por dia ajuda a proteger o
coração, diminuindo o risco de desenvolver algum tipo de câncer e
proteger até de derrames cerebrais. Estudo foi feito durante 13
anos e avaliou pessoas que tomavam café ou algum tipo de chá
frequentemente e pessoas que nunca os bebiam. O resultado
comprovou que pessoas que tomam regularmente café e chás sofrem menos de
problemas cardíacos. Mas, se o indivíduo fumar um cigarro e a seguir
tomar o café ou beber um chá, estes não terão nenhum benefício. O
ideal é que as pessoas bebam café ou chá com regularidade, mas sem
esquecer de praticar atividade física, ter uma dieta equilibrada e não
fumar. Apesar dos benefícios do café, o mesmo deve ser consumido
com moderação e deve ser evitado em pessoas portadoras de arritmias
cardíacas. Novos estudos avançam na busca de mais informações sobre os benefícios e malefícios do café.
Ah, o cheirinho do café! Poucos odores se igualam a esse, e talvez nenhum o supere. Quando aquele pó marrom escuro se encontra com a água fervendo, uma simbiose única, original, inigualável acontece. O translúcido do líquido vai contaminando com umidade a opacidade escura do que resultou da moagem dos grãos; a água vai se insinuando entre as minúsculas partículas do pó. E um milagre acontece.
Milagre sim. A começar pelo cheirinho, que embora referido, assim, no diminutivo ditado pelo carinho, na verdade é grande e poderoso, a ponto de invadir narinas a muitos metros de distância. Um ambiente em que se passa um bom café parece ficar para sempre impregnado. Qualquer cozinha moderna, com a brancura asséptica dos ladrilhos, parece converter-se numa antiga e enfumaçada cozinha de fazenda, em que o coador fumegante, sobre a chapa de um fogão de lenha, torna-se o rei dos cheiros, pelo menos enquanto dura a milagrosa transformação de água e pó em café.
Miraculoso é o poder do cheiro de café para atrair os paladares – até em lugares improváveis, como o centro da cidade durante a correria do dia-a-dia. É quase impossível a gente passar por perto de um bar ou de uma cafeteria sem que nossas papilas gustativas se juntem às nossas narinas num complô para nos levar a entrar e tomar um café.
E não importa a hora em que isso aconteça: de manhã, de tarde, de noite, de madrugada, é o mesmo o poder do odor de café.
Nos tempos de antanho, esse cheiro se propagava, e muito dele se perdia. Com a sofisticação dos tempos modernos, as embalagens à vácuo vieram contribuir decisivamente para que o delicioso odor do café seja preservado ao máximo.
Quando a gente abre a embalagem em que o café fica aprisionado, um demônio sedutor transformado em odores se liberta. E aquele cheiro delicioso não leva sua delícia apenas a nossas narinas; o cheiro se propaga, se eleva, impregna tudo, viaja longe e permanece perfumando o ambiente por um bom tempo.
Acordar cedo é, talvez para a imensa maioria, uma tortura. Deixar o aconchego da cama, obrigado pelo chamado do dever – trabalho, estudo, não importa – é duro. Mas, quando a gente se aproxima da mesa do café da manhã, o cheiro do café parece nos fazer despertar para a vida. É como um passaporte que permite o ingresso no mundo real de quem vem do mundo dos sonhos. Esse odor inconfundível torna-se uma mensagem cifrada comunicada ao nosso cérebro através de nosso nariz: Vamos lá! Começou o dia.
E depois que saímos o cheiro de café parece nos acompanhar. No escritório da empresa, no refeitório da fábrica, na agência do banco, na lanchonete da escola ou faculdade, lá está o odor, recebendo-nos em seus braços de fumaça enovelada, que sobe quando o café está sendo preparado.
Duas coisas interessantes. A primeira é que muita gente gosta até mais do cheiro do café que do próprio café. A outra coisa interessante: gente à beça não gosta de café, mas gosta… do cheiro de café. É como se o café, ciente do seu poder de sedução, se contentasse em prender alguns, mesmo sem usar todo o seu feitiço, mas apenas o odorífico.
Quem pode entender coisas assim?
Mas eu falei acima em milagre. Milagres não são para ser entendidos; são milagres, pronto; creiamos neles ou não, beneficiem-nos ou não.
Vamos então aproveitar para preparar ou simplesmente tomar um café. E cuidemos de cheirá-lo gostosamente!
Por J. Carino
Professor de Filosofia da UERJ. Escritor, dedica-se a crônicas e contos. Publicou “Olhando a cidade e outros olhares”. Desde a infância, foi embalado pelas ondas do rádio. Foi locutor de rádio, atividade que ainda exercita narrando seus próprios escritos e outros textos. Empenha-se no momento em implantar a Web “Rádio Sorriso” em Niterói, RJ, cidade onde mora. Veja todas as publicações deJ. Carino.
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quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Café ajuda e reduzir a pressão arterial
E
GENEBRA –
O café aumenta a pressão arterial no momento da ingestão, mas diminui
ao longo do tempo, constataram pesquisadores suíços. Nossa reação à
cafeína, porém, é em grande parte determinada geneticamente e este
conselho só se aplica para os não fumantes.
Uma xícara de café
por dia reduz a pressão arterial em até 9 milímetros, indicou
terça-feira passada (24/04) o Fundo Nacional Suíço (FNS), que apoioueste estudo liderado pela equipe de Murielle Bochud, o CHUV, em Lausanne (Suíça). Isso reduz, portanto, o risco de ataque cardíaco ou derrame.
A
cafeína é conhecida por aumentar em curto prazo a pressão sanguínea,
mas em longo prazo, tem o efeito oposto. Parece como fazer jogging:
durante a corrida, a pressão arterial aumenta, mas a prática regular
protege dos danos cardiovasculares, disse o FNS.
Idris
Guessous e seus colegas de Hospitais Universitários de Genebra
compararam a pressão arterial e a bagagem genética de mais de 16.000
pessoas com seu consumo de café. Foi descoberto que existe uma
correlação entre as diferentes variantes do gene CYP1A2 e da intensidade
de consumo de café. Isto é largamente determinado ao nível genético.
O
gene CYP1A2 codifica a proteína que desempenha um papel na degradação
da cafeína no fígado. As pessoas que herdaram uma variante poderosa
desta proteína tendem a consumir mais café. Eles também têm uma pressão
arterial média inferior a pessoas com uma variante menos potente, de
acordo com o trabalho publicado na “Human Molecular Genetics”.
Além
disso, o aumento do consumo de café para reduzir a pressão arterial só
se aplica aos não fumantes. Na verdade, o cigarro aumenta a atividade de
proteína CYP1A2 e acelera a degradação da cafeína no fígado em pessoas
que estão equipadas com a variante menos eficiente da proteína. “O fumo
mascara o efeito protetor do café”, conclui Idris Guessous no
comunicado.
Criasaude.com.br: 01 de maio de 2012
Observação da redação: este artigo foi modificado em 02.07.2013.