segunda-feira, 9 de maio de 2016

José Pedro Frazão no Painel de Blogs da Fundação Portal do Pantanal / Coronel Paim

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Postado por: Ygor I. Mendes

terça-feira, 18 de agosto de 2015


Café aumenta a possibilidade de sobrevivência a câncer

Portal EBC

  Raul Spinassé | Ag. A TARDE
  • Tomar café ajudar a sobrevivência de câncer no intestino - Foto: Raul Spinassé | Ag. A TARDE
    Tomar café ajudar a sobrevivência de câncer no intestino
O consumo habitual de café poderia aumentar as possibilidades de sobreviver ao câncer de intestino e proteger os pacientes de reincidências, informa estudo divulgado pela publicação britânica Journal of the Clinical Oncology.
Grupo de cientistas descobriu que os pacientes que recebiam tratamento e que consumiam altas doses de café, quatro ou mais xícaras por dia, tinham cerca de 42% menos possibilidades de registrar reincidência da doença que aqueles que não consumiam a bebida.
O médico Charles Fuchs, diretor do Centro de Câncer Gastrointestinal de Boston, nos Estados Unidos, afirmou ter comprovado que "os consumidores de café têm um risco menor de desenvolver câncer, além de que a sobrevivência e as possibilidades de cura aumentam consideravelmente".
Apesar dos resultados do estudo, Fuchs mostrou-se cauteloso com os potenciais benefícios do café como tratamento alternativo para os doentes de câncer de intestino. "Se bebe café habitualmente e está sendo tratado de câncer do intestino, não deixe de beber, mas se não é um consumidor habitual e se pergunta se deve começar, primeiro consulte o seu médico", declarou o pesquisador.
Ainda que seja a primeira vez que um estudo relaciona o consumo de café com a redução do risco de reincidência de câncer, investigações prévias indicaram que a bebida poderia proteger contra vários tipos de tumores malignos, incluindo os melanomas, o câncer de fígado e o de próstata avançado.

sábado, 20 de junho de 2015

Pesquisadores usam método australiano para melhorar qualidade do café do Brasil.


Pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estão desenvolvendo um projeto para avaliação da qualidade do café brasileiro
17 de  junho, 2015
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categoria: Local
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Pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estão desenvolvendo um projeto para avaliação da qualidade do café brasileiro, baseado no método pioneiro da cromatografia gasosa multidimensional abrangente, do professor Philip Marriot, da Universidade de Monash, Austrália.
O projeto é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “O professor Marriot trabalha com uma ferramenta de análise que oferece bastante informação. É um conjunto de dados muito grande. E estamos aplicando isso no Brasil, para estudar o que acontece com o café durante a torra”, disse à Agência Brasil, Humberto Bizzo, pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos e vice-coordenador do projeto.
Ao longo do processo de torra, os pesquisadores tentarão identificar o que vai ocorrendo com o café. “Se o café torrar mais ou menos, você pode melhorar ou piorar a qualidade. Queremos estudar esse processo, saber o que está ocorrendo, e usar essa informação para ajustar parâmetros de qualidade, para poder fazer um grão torrado com mais qualidade”.
Para Humberto Bizzo, como o café é um produto agrícola importante para o Brasil, ele seria um bom alvo para o desenvolvimento da técnica no país. O método do professor australiano já é usado pela UFRJ em estudos de análise de petróleo, e também no Sul brasileiro, para diversas aplicações. "Esta é, porém, a primeira vez que o método é usado com café."
Ele acredita que os resultados da análise do processo de torra podem aumentar a competitividade do café brasileiro no exterior. “No final, vai dar uma bebida de qualidade, diferenciada”. Bizzo destacou que o Brasil exporta o grão verde do café, antes da torra.
O país não tem tradição de exportar grão torrado. "Se tivermos um bom controle da torra, podemos começar a oferecer grão torrado, que vai ter um valor mais alto no mercado internacional”, afirmou o especialista.
O Brasil é o maior produtor mundial de café cru e o maior exportador de café do tipo arábica. Enquanto a exportação brasileira de cafés em grãos crus somou 33,1 milhões de sacas, em 2014, a exportação do café torrado ficou em torno de 31,4 mil sacas, informou a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
Atualmente, a classificação do café brasileiro é feita por tipo e por bebida. A primeira avaliação considera a quantidade e os defeitos no grão verde. Já a qualidade da bebida é avaliada pela degustação ou pelo processo conhecido por "prova de xícara". Essas classificações geram um conjunto de informações úteis, porém bastante limitado.
Os pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos e da UFRJ não fazem a classificação do café por tipo, nem por bebida. Eles partem de uma amostra padrão, já com certa qualidade, que é feita, em geral, pela Abic, e promovem a torra, observando as modificações que vão aparecendo. Os estudos preliminares já foram iniciados pelos pesquisadores que pretendem começar a fase experimental em janeiro de 2016.
O projeto tem prazo de três anos e se insere dentro do programa do CNPq Pesquisador Visitante Especial. Um aluno de doutorado brasileiro será enviado à Austrália, onde desenvolverá parte do projeto durante um ano. Haverá também uma bolsa para pós-doutorado para um aluno que desenvolverá no Rio de Janeiro outra parte do estudo. O projeto é liderado pela professora Cláudia Rezende, do Instituto de Química da UFRJ.
Segundo Humberto Bizzo, o objetivo maior é formar recursos humanos com capacitação nessa técnica, que ainda é pouco aplicada no Brasil. “A médio e longo prazos, estamos interessados em implantar a técnica, porque podemos usá-la para várias matrizes diferentes, como outros alimentos, resíduos de pesticidas, várias análises importantes, no caso da Embrapa, para controle de qualidade de alimentos.”
No curto prazo, o interesse é obter os dados para o café de forma específica, para dar uma contribuição na questão da torra. “Ter uma torra mais controlada e um café torrado de qualidade bem melhor”. De acordo com estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2015 de café do Brasil deve ficar em 44,28 milhões de sacas.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Tomar café sem açúcar ajuda a queimar calorias



sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Produção de café deve chegar a 45,3 milhões de sacas
 
 
Forte estiagem, geadas e inversão da bienalidade são as causas da redução da produção de sacas da variação arábica.

Foi divulgado na segunda-feira (22), em Brasília, o 4º levantamento da safra 2014, realizado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

Segundo os dados, a produção de café beneficiado (arábica e conilon) no Brasil, este ano, é de 45,3 milhões de sacas de 60 quilos.

Houve uma redução de 7,7% ou 3,8 milhões de sacas a menos que as 49,1 milhões produzidas na última safra. Comparado ao levantamento de setembro, houve aumento de 0,5%.

A variação ocorreu no café arábica que teve uma queda de 15,6%. As causas foram a forte estiagem verificada nos primeiros meses do ano, a inversão da bienalidade em algumas regiões, como na Zona da Mata mineira, e também as geadas que atingiram o estado do Paraná.

Os estados com maior redução foram Minas Gerais (-18,1%) e Paraná (-66,1%). Já o conilon teve aumento de 20% devido à renovação de culturas e ao revigoramento da produtividade, além das condições climáticas favoráveis do Espírito Santo, maior produtor da espécie.

A produção do arábica está estimada em 32,3 milhões de sacas ou o equivalente a 71,2% do volume de café produzido no país.

O maior destaque é o estado de Minas Gerais, com o volume de 22,6 milhões de sacas. Já o conilon, que vai a 13 milhões de sacas, ocupa 28,5% do total nacional, com o Espírito Santo detendo a maior produção e uma colheita de 9,9 milhões de sacas.

Área

Em termos totais, as culturas em produção e em formação devem ocupar uma área de 2,2 milhões de hectares, 2,6% a menos que na safra passada, com uma redução de 59,6 mil hectares. Minas Gerais possui a maior área plantada, com 1,2 milhão de hectares.

O predomínio é da espécie arábica, com 98,8% da área total do estado e 53,2% da área cultivada no país. A segunda posição é do Espírito Santo que apresenta área total de 474,6 mil hectares, sendo que 283,1 mil hectares são destinados ao conilon - equivalentes a 64,1% da área nacional da espécie. (Companhia Nacional de Abastecimento)

De Brasília

sábado, 6 de setembro de 2014

Cientistas sequenciaram o genoma do café e podem agora melhorar o sabor

A espécie "Coffea canephora", conhecida por robusta, representa 30% da produção mundial de café. Com o seu genoma sequenciado, os cientistas podem agora procurar melhorar o sabor e o aroma do café.
A descoberta científica pode até levar ao fortalecimento da planta do café©Mario Tama / Getty Images
Sabor, aroma e propriedades estimulantes. Três razões que fazem com que todos os dias sejam servidos 2,25 mil milhões de cafés um pouco por todo o mundo. À notícia de que um fungo e a seca prolongada estão a atacar a produção global de café segue-se agora a descoberta científica do genoma do café, que pode ajudar a melhorar a sua produção e até mesmo o sabor.
O estudo foi liderado por Philippe Lashermes, do Instituto Francês de Pesquisa para o Desenvolvimento, e permite “extrair algumas conclusões sobre por que é que o café é tão especial”, disse o investigador. Os resultados do trabalho foram publicados na edição desta sexta-feira da revista Science e, mais importante, pode levar a “avanços reais” no sentido de o melhorar, ainda que isso possa levar tempo, avisou Victor Albert, investigador da Universidade de Buffalo, Nova Iorque, Estados Unidos, um dos autores deste artigo
A vasta equipa sequenciou 25.574 genes da espécie Coffea canephora, mais conhecida por Robusta, originária de África Ocidental e que se cultiva sobretudo no continente africano, Brasil e sudeste asiático. Esta variedade representa 30% da produção mundial e só fica atrás da Arábica.
Com o genoma “podem ser feitos cruzamentos dirigidos que permitam, por exemplo, obter variedades que melhorem o sabor do café – mais ou menos amargo -, o aroma e a resistência a pragas”, explicou à Agência Efe Julio Rozas, investigador da Universidade de Barcelona, em Espanha, e um dos participantes do projeto.
Proponha uma correção, sugira uma pista: socoelho@observador.pt

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euro

Sair do euro?

Manuel Villaverde Cabral
Ao contrário do que é insinuado, Portugal não precisa de autorização para sair do euro; somos soberanos. Portugal precisa de autorização é para ficar no euro, ou seja, tem de seguir as regras. 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Café: Cultivares, Linhagens e Principais Caracteristicas 



Durante quase 70 anos de ininterruptas pesquisas com genética e melhoramento do cafeeiro, Instituto Agronômico desenvolveu dezenas de cultivares e linhagens de café e acumulou extenso conhecimento sobre suas características e comportamento nas diversas regiões brasileiras. Avalia-se, hoje, que mais de 90% dos estimados 4 bilhões de cafeeiros, cultivados no Brasil, sejam provenientes desses trabalhos. Alguns cultivares fazem parte da história da cafeicultura nacional tendo-se constituído nos alicerces da nossa produção durante décadas. Da mesma forma, outros são a base da cafeicultura de países, especialmente da América Central, como os cultivares Bourbon Vermelho, Caturra Vermelho, Caturra Amarelo e Catuaí Vermelho.
Houve sempre destaque especial para o desenvolvimento de material de alta produtividade e rusticidade, que fosse adaptado às mais diversas condições edafoclimáticas e se destacasse pelas características específicas, resultando em múltiplas opções para as variadas situações da cafeicultura nacional.
Os cultivares de porte baixo como Catuaí Amarelo e Catuaí Vermelho modificaram sistemas de produção, permitiram a utilização de novas áreas para a cafeicultura, aumentando a lucratividade e mesmo viabilizando seu cultivo em regiões outrora improdutivas, como extensas áreas dos cerrados em São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Mesmo cultivares de porte alto como linhagens de Mundo Novo e Acaiá também têm tido bastante êxito nessas regiões.
O cultivo de material com resistência à ferrugem - Icatu Vermelho, Icatu Amarelo, Icatu Precoce, Obatã e Tupi - representa considerável economia para o produtor, diminui a poluição ambiental, bem como os riscos para a saúde dos agricultores e consumidores. Obatã e Tupi, de porte baixo, são especialmente indicados para plantios adensados ou em renque, atendendo às mais modernas tendências da cafeicultura brasileira.
O porta-enxerto Apoatã é um tipo de café robusta (Coffea canephora), selecionado para resistência aos nematóides, sobretudo para viabilizar o retorno da cafeicultura às regiões da Alta Paulista, Noroeste e Alta Araraquarense. Sua importância socioeconômica é evidente, considerando-se que Apoatã pode também ser cultivado no oeste do Estado de São Paulo e no Vale do Ribeira, como pé franco, produzindo assim matéria-prima para atender diretamente à indústria de café solúvel.

*Novos lançamentos do IAC*
Bourbon Amarelo
Por ser mais precoce que Mundo Novo, Catuaí Vermelho e Catuaí Amarelo, o cultivar Bourbon Amarelo, apesar de menos produtivo que os anteriores, poderá ser indicado para plantio quando se deseja:
a) Uma colheita precoce, em parte da lavoura, o que possibilita melhor utilização de mão-de-obra e máquinas agrícolas.
b) Produzir café em regiões de maior altitude ou mais frias, onde a maturação do Mundo Novo e principalmente do Catuaí se torna muito tardia, coincidindo com novo florescimento, o que prejudica a produção do ano seguinte.
c) Obter café de qualidade de bebida superior, sobretudo visando ao mercado de "cafés gourmet" ou atender a demandas especiais.

Mundo Novo
As diversas linhagens do cultivar Mundo Novo possuem elevadacapacidade de adaptação, produzindo bem em quase todas as regiões cafeeiras do Brasil. É preferencialmente indicado para plantios largos (3,80-4,00m x 0,80-1,00m). Em razão de seu grande vigor vegetativo, o espaçamento para o sistema adensado com esse cultivar deverá ser maior que o normalmente utilizado com cultivares de porte baixo. Por ter ótima capacidade de rebrota, são especialmente indicados para os sistemas em que se utiliza a recepa ou o decote para reduzir a altura das plantas. Dentre as linhagens de Mundo Novo, IAC 376-4, IAC 379-19, IAC 464-12 e IAC 515-20 são as que melhor se adaptam ao plantio adensado, caso o cafeicultor faça opção a este sistema de cultivo.

Acaiá
As linhagens do cultivar Acaiá também têm boa capacidade de adaptáção às diversas regiões cafeeiras do Brasil e podem ser especialmente indicadas para o plantio adensado, pois apresentam ramos laterais curtos e maturação uniforme. O espaçamento 2,00 x 0,50m tem sido muito utilizado em plantios adensados e 4,00 x 0,50m nos que permitem mecanização. Outra característica que o diferencia são as sementes, maiores que as do Mundo Novo e suas linhagens. É um cultivar especialmente indicado quando se pretende utilizar colheita mecânica.

Catuaí Vermelho e Catuaí Amarelo
As linhagens dos cultivares Catuaí Vermelho e Catuaí Amarelo têm ampla capacidade de adaptação, apresentando produtividade elevada na maioria das nossas regiões cafeeiras ou mesmo em outros países. De baixa estatura, permitem maior densidade de plantio, tornam mais fácil a colheita e mais eficientes os tratamentos fitossanitários. Esses cultivares já produzem abundantemente logo nos dois primeiros anos de colheita. Por isso, necessitam de cuidadoso programa de adubação.

Icatu Vermelho e lcatu Amarelo
Esses cultivares têm sido plantados em quase todas as regiões cafeeiras do Brasil. Trata-se de material de porte alto, muito vigoroso e de excelente capacidade de rebrota quando submetido à poda. O espaçamento para o plantio é semelhante ao indicado para o 'Mundo Novo', cujas linhagens não admitem plantios muito adensados (não deve ser inferior a 3,00m entre linhas e de 0,80 a 1,00m entre plantas), dependendo da região. Embora algumas linhagens se mostrem bem adaptadas a regiões de altitude, outras constituem-se em boa opção para regiões mais baixas e quentes que, no geral, são marginais para o plantio de outros cultivares. Tem resistência variável à ferrugem.

Icatu Precoce
Por apresentar maturação precoce, lcatu Precoce (IAC 3282) é indicado para o plantio em regiões de maior altitude, desde que observadas condições especiais de manejo. Poderá ser utilizado também em espaçamentos adensados. Trata-se de um cultivar de grande uniformidade, frutos amarelos e excelente qualidade de bebida. Tem resistência variável à ferrugem.

Obatã e Tupi
São cultivares de porte baixo, resistentes à ferrugem e preferencialmente indicados para plantios adensados ou em renque (2,00-3,00m x 0,50-0,80m). Suas sementes são maiores que as dos cultivares Catuaí Vermelho e Catuaí Amarelo e há vários anos vêm sendo distribuídas experimentalmente pelo IAC a muitos cafeicultores e instituições de pesquisa. Têm apresentado excelentes produções e grande rusticidade, razão pela qual seu plantio tem-se expandido rapidamente.

Apoatã
Trata-se de material pertencente à Coffea canephora e indicado como porta-enxerto para qualquer um dos cultivares de café arábica recomendados para o plantio. As mudas enxertadas são indicadas para áreas infestadas com os nematóides Meloidogyne exigua, M. incognita e M. paranaensis. Cafeeiros enxertados poderão também ser plantados em áreas isentas de nematóides, muitas vezes com significativo ganho de produtividade e rusticidade em relação aos mesmos cultivares não enxertados.
Por ser um cultivar vigoroso, produtivo, rústico, de sementes graúdas, pouca porcentagem de moca, além da resistência aos nematóides das raízes e à ferrugem das folhas, o Apoatá está sendo empregado como um cultivar de café robusta para o oeste do Estado de São Paulo (Alta Paulista, Noroeste e Alta Araraquarense) e Vale do Ribeira, em regiões com altitudes inferiores a 500m e temperaturas médias superiores a 220C, com perspectivas bastante promissoras.
Características de cultivares e algumas linhagens de café desenvolvidas e lançadas pelo Instituto Agronômico (IAC).

Cultivares, Linhagens e Características Principais

Bourbon Amarelo
IAC J2; IAC J9; IAC J10; IAC J19; IAC J20; IAC J22; IAC J24
Porte alto; frutos amarelos e de maturação precoce (20-30 dias antes que o Mundo Novo); sementes menores, peneira média em torno de 16; suscetível à ferrugem. É reconhecida a sua excelente qualidade de bebida. Produção menor que a do Mundo Novo.

Mundo Novo
IAC 379-19; IAC 376-4; IAC 382-14; IAC 388-6; IAC 388-17; IAC388-17-1; IAC 464-12; IAC 467-11; IAC 480-6; IAC 515-20; IAC 501-5; IAC 502-1
Porte alto; vigoroso, frutos vermelhos e de maturação média; sementes com peneira média em torno de 17; suscetível à ferrugem. As linhagens IAC 388-6; IAC 388-17 e IAC 388-17-1 apresentam ramos laterais mais longos (maior diâmetro da copa).

Acaiá
IAC 474-1; IAC 474-4; IAC 474-6; IAC 474-7; IAC 474-19; IAC 474-20
Porte alto; frutos vermelhos e de maturação mais uniforme, de média para precoce; sementes maiores, com peneira média em torno de 18; suscetível à ferrugem.

Icatu Vermelho
IAC 2941; IAC 2942; IAC 2945; IAC 4040; IAC4041; IAC 4042; IAC 4043; IAC 4045; IAC 4046; IAC 4228
Porte alto; vigoroso; frutos vermelhos de maturação média a tardia; sementes com peneira média em torno de 17; resistente à ferrugem. Frutos mais aderentes aos ramos.
IAC 2941; IAC 2942; IAC 2945; IAC 4040; IAC4041; IAC 4042; IAC 4043; IAC 4045; IAC 4046; IAC 4228
Porte alto; vigoroso; frutos vermelhos de maturação média a tardia; sementes com peneira média em torno de 17; resistente à ferrugem. Frutos mais aderentes aos ramos.

Icatu Amarelo
IAC 2944; IAC 3686; IAC 2907
Porte alto; vigoroso; frutos amarelos de maturação média a tardia; sementes com peneira média em torno de 17; resistente à ferrugem. Frutos mais aderentes aos ramos. Excelente qualidade de bebida.

Icatu Precoce
IAC 3282
Porte alto; frutos amarelos de maturação precoce; sementes com peneira média em torno de 16; resistente à ferrugem. Frutos mais aderentes aos ramos.
Catuaí Vermelho

IAC H2077-2-5-15; IAC H2077-2-5-24; IAC H2077-2-5-44; IAC H2077-2-5-72; IAC H2077-2-5-81; IAC H2077-2-5-99; IAC H2077-2-5-144
Porte baixo; internódios curtos; ramificação secundária abundante; frutos vermelhos de maturação média a tardia; sementes de tamanho médio; peneira média em torno de 16; suscetível à ferrugem. Indicado para plantios adensados, superadensados ou em renque.

Catuaí Amarelo
IAC H2077-2-5-17; IAC H2077-2-5-32; IAC H2077-2-5-39; IAC H2077-2-547; IAC H2077-2-5-62; IAC H2077-2-5-74; IAC H2077-2-5-86; IAC H2077-2-5-100
Porte baixo; internódios curtos; ramificação secundária abundante; frutos amarelos, de maturação média a tardia; sementes de tamanho médio; peneira média em torno de 16; suscetível à ferrugem. Indicado para plantios adensados, superadensados ou em renque.

Obatã
IAC 1669-20
Porte baixo; vigoroso; internódios curtos; boa ramificação secundária; brotos novos de coloração verde; frutos vermelhos e de maturação média a tardia; sementes com peneira média de 17; resistente à ferrugem. Indicado prefencialmente para plantios adensados ou em renque.

Tupi
IAC 1669-33
Porte baixo; internódios curtos; brotos novos de coloração bronze; frutos vermelhos e de maturação precoce; sementes com peneira média em torno de 17; resistente à ferrugem. Indicado preferencialmente para plantios adensados, superadensados ou em renque.

Apoatã (porta-enxerto) Coffea canephora
IAC 2258
Porta-enxerto resistente aos nematóides Meloidogyne exigua, M. incognita, M. paranaensis e à ferrugem; vigoroso e abundante sistema radicular; este cultivar está sendo experimentalmente plantado como pé franco. Possui sementes graúdas e de bom aspecto.

Novos lançamentos do IAC - 30 Agosto 2000
O Instituto Agronômico de Campinas está lançando uma nova variedade de café, a IAC Ouro Verde, de excelente produção, ótimo vigor e porte baixo. O lançamento oficial acontece durante o Simpósio Internacional de Café, que acontece no próximo dia 29, na sede do Instituto. Junto com o Ouro Verde, serão oficializadas mais duas variedades, Obatã IAC e Tupi IAC, cultivares de porte baixo e praticamente imunes à ferrugem, ideais para plantios adensados.
O programa de melhoramento genético de café do IAC tem buscado variedades de porte baixo, rústicas e de alta produtividade, como é o caso do Catuaí Vermelho e Catuaí Amarelo. O lançamento destas variedades permitiu a modificação de sistemas de produção e abriu novas áreas para a cafeicultura em regiões improdutivas, como a enorme área de cerrados em São Paulo e triângulo mineiro. Com alta resistência à ferrugem, as variedades Obatã (IAC 1669-20) e Tupi (IAC 1669-33) crescem saudáveis com aplicações menores de agrotóxicos, o que significa economia para o produtor, menor poluição ambiental e menos risco para a saúde dos agricultores e consumidores.
As duas variedades têm porte baixo e resistência à ferrugem e são indicadas, a partir de 1996, para plantios adensados, superadensados, adensados-mecanizável ou em renque. Os cafeeiros do cultivar Ouro Verde, que será apresentado no final do mês por Luiz Carlos Fazuoli, pesquisador científico do Centro de Café e Plantas Tropicais do IAC, são mais produtivos e rigorosos que os do Catuaí Vermelho.

Descrições:

IAC Ouro Verde
Os cafeeiros do cultivar Ouro Verde apresentam-se produtivos e mais rigorosos que o cultivar Catuaí Vermelho. As folhas novas são de cores verde ou bronze, e as adultas de um verde escuro brilhante. Apresenta ótimo enfolhamento e, usualmente, os dois principais florescimentos ocorrem em setembro e outubro, e maturação em maio-junho. Os frutos são de coloração vermelha e apresenta uma média de 230 dias, desde a fertilização e maturação completa dos frutos. O valor da peneira média é de 17 (pouco acima do Catuaí Vermelho) e a porcentagem de sementes do tipo chato é da ordem de 95%. Em um experimento no Núcleo Experimental de Campinas, a produção média de café beneficiado do cultivar Ouro Verde foi levemente superior ao Catuaí Vermelho.

Obatã
(IAC 1669-20) Porte baixo; vigoroso; internódios curtos; boa ramificação secundária; brotos novos de coloração verde; frutos vermelhos e de maturação média a tardia; sementes com peneira média de 17 (maiores que Catuaí Vermelho); resistente à ferrugem. Indicado para plantios adensados ou em renque.

Tupi
(IAC 1669-33) Porte baixo; internódios curtos; brotos novos de coloração bronze; frutos vermelhos e de maturação precoce; sementes com peneira média em torno de 17; resistente à ferrugem. Indicado para plantios adensados ou em renque.

Equipe de Pesquisa:
Luiz Carlos Fazuoli 
Herculano Penna Medina Filho 
Oliveiro Guerreiro Filho 
Wallace Gonçalves 
Maria Bernadete Silvarolla 
Marinez Muraro Alves de Lima 
Alcides Carvalho (In memoriam)

Fonte: IAC http://www.iac.sp.gov.br/